Luiza adorava conversar. Digo adorava no sentido de pretérito mesmo, já que foi a última coisa que fizemos. Confesso que no fundo, aquele lugar que de tanto a gente socar sentimento transborda em uma overdose de individualidade, bem no fundo mesmo eu queria algo a mais. As coisas não andam bem, desempregado, largado, endividado. Uma companhia para a enorme cama do meu quarto que é escuro, mesmo de dia, cairia bem. A vida precisa de prazer para ser vida. Eu preciso de prazer para estar vivo. Não temo o pecado, já que não peco. Quem cria o pecado é seu próprio pecador, não passa de um indivíduo querendo privatizar o que te faz feliz.
Mas Luiza não sente prazer ao se deitar com um homem. Ela própria me disse isso. Odiou um peso morto de peitoral farto em pelos em cima dela. Luiza também não sente prazer ao se deitar com uma mulher. Não vê graça em um par de seios sob seu fino rosto.
Então o que faz Luiza sentir prazer, afinal? Animais, bebidas,roupas, cigarro, sexta-feira, feriado, morte, David Bowie, Minas Gerais? Nada disso.
Em nossa última conversa, revelou a mim cada detalhe do seu não-pecaminoso-pecado. Não sei mais se um dia nos veremos, por isso o começo de sua história, meio e fim continuam em um pretérito, em tempos perfeito e por muito pouco mais-que-perfeito.
Luiza sente prazer ao escreverem seu nome com "Z de Zangão, não S de Santo"; ao desejarem um Bom-dia, um Boa-tarde, um Boa-noite ao entrar ou sair do elevador lotado de pessoas que durante anos vivem em sua própria mesmice; elogie-a do jeito que estiver, seja com aquele vestido que marca com perfeição a obra do Grande Criador ou com a pantufa de girafa que falta um olho esquerdo, somente elogie-a; dance ao seu lado em dia de temporal na Cidade Grande; um Disco de Vinil dos clássicos é muito bem-vindo.
Às vezes, ou nesse momento mesmo, penso na hipotese de Luiza com Z ser alguma invenção da minha cabeça. Quem em sua sã consciência Paulista sentiria prazer nessas coisas que tempos atrás eu nem sabia que poderiam gerar um momento de prazer. E que momento, era demorado e bem aproveitado, só Luiza sabe... Eu finjo que sei.
O ano está quase acabando e ainda não consegui encontrá-lá. Então peço encarecidamente, do mesmo fundo que mencionei anteriormente, se alguém souber de algum possível lugar que ela esteja, faça com que Luiza tenha o melhor dia de sua vida pela milésima vez. Muitas vezes a gente é feliz e nem sabe que é. Eu aprendi isso, não com a vida, e sim com Luiza, que posso afirmar estar cem porcento viva. E nós, o que estamos fazendo aqui?
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segunda-feira, 14 de novembro de 2016
Luiza
Conto 28
Rômulo era amigo de Tadeu. Quando não estavam na escola, corriam pelo bairro da Penha sem rumo até um dos dois deitar no chão e pedir arrego. Era difícil, talvez por Rômulo ter a competitividade de um Ariano e Tadeu ser teimoso de um jeito que dó um taurino é. Quando nenhum dos dois se dava por vencido, quem decidia o vencedor era a conhecida amiga deles: a lua. Muitas histórias em que a lua aparece de boa moça, sempre é vista como um amor platônico daqueles que o escritor perde tudo, vida, amigos, tempo, mas não perde a oportunidade de escrever mais um parágrafo sobre ela. A lua, na história de Rômulo e Tadeu, é somente um espectador curioso com o caso e acaso.
Tadeu morava em um barraco próximo à Av. Gabriela Mistral. Rômulo morava perto do amigo e esse perto só existe por conta da cortina que separa um colchão do outro, senão morariam no mesmo lugar. Tadeu adorava sua casa e fazia dela um verdadeiro palácio - tinha mentalidade e tempo na terra para dizer isso. Rômulo, com seus nove anos, era um materialista precoce e não tinha mentalidade e tempo na terra para ser isso. Mesmo com essa grande diferença, os dois são bastante parecidos.
Rômulo nasceu no dia 25 de Março e Tadeu 20 de Abril. Os dois frequentavam a mesma escola e estudavam na mesma sala. Não tinham amigos: a escola ficava mais tempo fechada para uma reforma que nunca acontecia, assim o tempo de convívio com outras crianças era bem pouco. Quando andavam pela Gabriela Mistral inteira e Doutor João Ribeiro, encontravam outros moleques que moravam nos outros barracos. Tinham olhos desconfiados e um vazio na alma. Aquela era uma realidade conhecida para eles. O tráfico comia solto na Penha de forma sutil e mortífera, como sempre foi. Não quero terminar assim, disse Tadeu. Um dia terminaremos, meu irmão disse isso, falam que pagam bem pra nois. Rômulo, mesmo com idade igual a Tadeu, parou de enxergar o mundo com os olhos de uma criança há muito tempo. Não podemos acabar assim, Tadeu ainda insistia. Gostavam da mesma menina que passava na rua com uma bicicleta Verde que aparentava ser marrom de tanta sujeira. Desejavam a garota, não do jeito adulto. Era um desejo puro que nem pairava na cabeça desses dois.
Pareciam viver em uma rotina agradável. Aventuravam-se na mesma esquina e, acredite, algo novo sempre surgia para diverti-los. Mas com tempo muita coisa mudou. Rômulo era lentamente corrompido pela sua própria realidade. Não conseguia mais mascarar tudo da mesma forma que Tadeu fazia naturalmente. Era sufocante ser traído pela própria escassez de imaginação.
Teve vida curta, assim como esse texto. A vida de aviãozinho decolou por pouco tempo. Morto com um tiro de orelha a orelha por um homem encapuzado e com o cano da arma saindo fumaça na noite fria que faz em São Paulo. Ninguém reconhecia o corpo daquele garoto de Nove anos. Nas roupas que usava, nenhum tipo de documentação, nada. Só guardava no bolso direito uma moeda antiga que ganhou de um amigo muito parecido com ele no dia em que vasculharam um ferro velho em busca de tesouros.
Tadeu está arrasado. Nem sua imaginação pode ajudá-lo nesse momento. Agora, teme a morte. Teme acabar com o mesmo destino do amigo. Não anda mais pela Gabriela Mistral. Na verdade, não anda por mais nenhum lugar. Faz dois dias que não dá as caras. Talvez esteja dando um tempo para esquecer tudo isso. Talvez esteja procurando vingança. Mas meu amigo, a vingança é dolorosa e leva junto quem a pratica. Espero que Tadeu retorne. Não pode ser parecido co Rômulo até mesmo na morte. Mas só tem nove anos, quem pensa em morte nessa idade?
Um garoto da periferia, gritou um menino para que todos dentro do ônibus em que eu estava pudesse ouvir. Aguardo Tadeu.
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Insatisfação Costumeira
( Mas que rotina! São as mesmas faces, as mesmas dores, as quase-nunca alegrias. Tem uma hora que cansa, não acham? )
Li em algum lugar que nós, "seres racionais" necessitamos de um estado de plena insatisfação. Ou seja, ninguém nunca é feliz para sempre - após dizer isso, arrependo-me profundamente ao ter que mudar o desfecho de muitas histórias que escrevi-, não teria emoção, suspense, filme, novela. Mas é claro que seria bom só sentir felicidade, pensei ao terminar de ler a notícia, que nem sei ao certo sua veracidade, mas mesmo sendo uma jogada sensacionalista é uma puta verdade. Mas é claro que não seria bom, respondo para a minha primeira pessoa do singular.
O bicho homem tem a capacidade, ou acha que tem, de transformar, reproduzir , tudo aquilo que almeja em sua realidade. Até certo ponto, eu concordo. Mas pensa, sem tristeza, nossa tão e única alegria seria a vilã de tudo isso. E sem essa constante inconstante, o bicho homem trava. Isso mesmo, trava, paralisa. Não tem o combustível que gera a explosão de ânimo, de ação seguida de reação. Talvez tudo que eu tenha colocado aqui serve para explicar o que não consegui no começo de tudo, ou não sirva
Mas que rotina! São as mesmas faces dentro de um ônibus que cheira a Umbral e vampiriza meu ânimo. Tudo o que mais quero é, ao olhar para a janela cheia de caos, alguém apareça e faça dela uma tela de cinema. Quero homens de suspensórios e nariz de palhaço, mulheres fumando charuto e equilibrando cones, velhos fazendo ciranda enquanto cantam uma música do Tom Jobim, quero a arte e criatividade que pertence e é direito de cada um. Imagina que cena, um espetáculo por janela- até mesmo a senhora de saia que fica olhando feio para a minha guia de proteção ( laroye, exu! ) ia cair na festança. Pra que esperar Carnaval no sambódromo se podemos ser os protagonistas de toda essa alegria da nossa terra, que é rica e linda. É essa tua falta de alegria que apodrece o fruto e, meu caro, somos sementes desse mesmo fruto.
Aguardo tudo isso acontecer, mas não acontece. Esfrego bem os olhos e torno a olhar para fora do ônibus. A festança é trocada por um motorista que quase atropela uma senhora que atira o guarda-chuva no meio da rua e diz que não pode morrer agora porque recebe um fiasco de aposentadoria e o que recebe o "miserável" gasta no bar com jogo e bebida e por isso continua a xingar o cara, que nesse momento nem deve estar pensando no que acabara de fazer e só quer ir para casa comer e assistir o jornal das 20:00.
Percebo o erro grande que cometi. Foi nesse pequeno relato que percebi o verdadeiro culpado. Não é o homem que ronca do meu lado e que acorda cedo pra ir agradar a um chefe que nem ao menos sabe seu nome. A culpa não é da jovem do banco de trás que namora uma colega da escola e a mãe não sabe. A culpa é única e exclusivamente minha, por perceber que tudo anda tão errado e não faço nada para mudar. Mudar o dia dos outros para que os outros possam mudar o meu dia. E no meio desse individualismo que herdamos do berço, vivemos uma monotonia, às vezes alegre, às vezes triste, mas sempre é monótono.
O que você fez para mudar seu dia? Escrevi esse texto para mudar o meu. Penso no texto de amanhã, mas meu acupunturista- é assim que se escreve? - disse que devo viver um dia de cada vez, novamente. E quem sou eu para discordar?
( Talvez amanhã eu compre suspensórios e nariz de palhaço! ) |
Nota do dia
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Alguma coisa está errada
Hoje já é terça e nada da dita Bendita inspiração de segunda Os textos ainda não possuem a capacidade De se auto-escrever (ou seria descrever?) Não que eu saiba Mas estamos em horário de verão Não estamos? Por que está atrasada? Dando as caras em uma terça calorosa De temperatura e pessoas Uma verdadeira ebulição hormonal e natural Terça que tem inspiração de segunda Terça com cara de Segunda Não vejo mais problema Eu entendo a sua demora Também possuo algumas longas demoras Mas o que importa é que você está aqui Aceita um café? Açúcar ou adoçante?
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quarta-feira, 25 de novembro de 2015
i ÁR- VO – RE!
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Um dia
A menina quis cantar
Uma simples melodia
Enquanto tomava seu chá
Olhou, parou, olhou, parou para a janela
Que linda era! Toda de Marfim!
Um dia
A menina viu seu amado passar
Deitou-se no chão da sala
TV ligada
Para conter uma enorme risada
Uma carta havia chegado
Linda caligrafia
Assinada e perfumada pelo seu amor
Um dia
O encontro estava marcado
Endereço de nome esquisito
Vestido florido, batom e cabelo penteado
Uma última olhada para casa
Ela saiu, cantando uma simples melodia
Sem chá
Olhou, parou, olhou, parou para a multidão
Não estariam sozinhos
Celular na mão, esperou e esperou
Recusou o algodão doce do vendedor
Recusou as juras de amor
Deitou-se no chão verde do bosque
Caíra na gargalhada
Rir para não chorar
Olhou, parou, olhou, parou para uma árvore
ÁR-VO-RE, por quê?
ÉS culpa sua, meu amor não chegar
Dormiu e virou raiz
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sábado, 21 de novembro de 2015
Terça sem carne
Encontrei no ônibus uma garota cuja cor
do cabelo era incomum. Digo incomum porque não são muitas garotas que encontro
no ônibus que tenham essa cor em suas madeixas. Geralmente são três cores: Loiro,
preto e ruivo- Ah, o ruivo!!
É claro que existem outras cores, não
deixe ser enganado ou enganado pelo ingênuo homem que está escrevendo.
Verde me lembra de natureza, minha cor preferida
e fruta com gosto marrento. Nunca essa cor lembraria cabelo. Pois é. Já estou a
30 minutos no segundo ônibus que é rotina para mim e fiz questão de adicionar
CABELO às minhas lembranças. Como fui idiota por não ter pensado desta maneira.
Os trabalhos andam me ocupando de tal maneira que estou começando a ver o mundo
com olhos mortais. Um suicídio para quem escreve.
Depois do fato ocorrido e da minha
desatenção, voltei a perceber as coisas. A mulher ao meu lado tem cerca de 44
anos e suas roupas exalam um forte cheiro de cigarro. Seus dentes são branquíssimos
para alguém que fuma. Concluo que ela possui um marido que é fumante compulsivo
ou ela passa pela Brigadeiro de manhãzinha. As pessoas de lá parecem chaminés
ambulantes, fruto da Revolução Industrial, talvez. O que é certo é que se eu encontrasse
essa mesma mulher ontem, tamparia meu nariz e a julgaria como uma fumante que
usa o mesmo vestido decotado para fumar.
Logo mais desço na Alcântara, lugar
costumeiro para a minha pessoa. Fui convidado para ir a um restaurante vegano.
Sem dúvidas não recusei. Terça-Feira expulso carne do meu prato. Melhor assim,
falar de um dia sem carne ao invés de cabelos. Faz jus ao título.
( Logo mais recomendarei os pratos do restaurante )
( Será que lá tem alguém de cabelo verde? )
( Desculpe! )
quarta-feira, 18 de novembro de 2015
Mãos de malabares
Ele segue somente a duas cores: verde e
vermelho. O amarelo para ele não importa. É a preparação para o seu
pequenino-mais-que-minúsculo espetáculo.
Confesso que não sei a quanto tempo a
cidade está recepcionando artistas. Não são poucos não. Parei de ler meu jornal
por cinco minutos no ônibus e encontrei uma dúzia deles, mas nenhum igual
àquele garoto. O seu nome, ninguém sabe. Eles o chamam de Docinho sabe-se lá por que. Talvez seja porque ele sempre abre uma
bala de Cosme e Damião que ganhou um saco cheio delas em um daqueles centros
espíritas. Nunca fui, mas respeito como qualquer outra igreja.
Concluo que não chamam ele de Docinho por conta das balas de Cosme e
Damião. Um dos outros artistas da cidade me contou que é por conta da diabetes,
mas ele é muito novo para esse privilégio. Nem tem idade para consultar o
clínico geral. Amanhã eu desço um ponto antes para ele mesmo me contar.
Aproveitarei a transição das duas cores verde-vermelho, afinal, não se pode
interromper a arte.
Deitado na cama, ponta dos dedos
formigando, deitado de bruços, barba cobrindo quase todo o meu rosto. Era assim
que a minha pessoa se encontrava. Procurei incenso para deixar queimando na
sala. Mesmo não tendo religião, abro a minha humilde casa para alguns costumes
hindu. O sono foi sucinto. Pareceu que nem viera. É uma noite para se deitar,
piscar uma vez e acordar atrasado para o serviço e ter que dividir um cubículo
de espaço no 104TRO.
O dia passou normal. As mesmas pessoas,
os mesmos objetos, as mesmas pessoas que valem menos que objetos, o mesmo tudo
seguido de um profundo nada. No fim da tarde, nem parei para tomar o Cappuccino
que é rotina nas minhas tardes. Corri para pegar o 802TRO que estava pronto
para sair do terminal. Sentei próximo à janela. Por um instante pensei ter
visto um rosto familiar, mas deve ter sido o cansaço tentando se divertir com a
minha cara. Vinte minutos depois apertei o botão que acende a placa PARADA
SOLICITADA. Como prometido, desci um ponto antes do de costume.
Andei cerca de um quarteirão. Olhei ao
redor, ainda esbaforido, até que encontrei o garoto chamado Docinho. Ele estava onde sempre esteve:
nas ruas, mostrando a todos o que melhor sabia fazer. Suas mãos de malabares
faziam mágicas. Acompanhei tudo de longe, do outro lado da rua, para não
desconcentrá-lo. Sentei em uma escada de concreto, como alguém que vai a uma
apresentação no teatro. Observei cada detalhe. Quando o sinal fechava, ele
corria para pegar seus instrumentos de trabalho. Com gasolina e um fósforo
riscado, acendia algumas hastes que lançava para o ar, tentando impressionar
ainda mais as pessoas dentro dos automóveis. Era um show rápido e sempre o
mesmo, mas ele o fazia com o maior sorriso no rosto. Depois de apresentar,
corria de carro em carro. Alguns davam moedas, outros mandavam ir para a
escola, outros fechavam as janelas para que o menino de roupas esfarrapadas não
incomodasse.
Fiquei o restante da tarde apreciando
aquele espetáculo. Quando eram 18h, Docinho
começou a recolher suas coisas e ir para casa, se é que ele tinha uma. Pensei
em ir falar com aquele garoto. Perguntar por que chamavam ele daquele nome.
Quando eu estava me aproximando, o
garoto parou para conversar com uma mulher que o aguardava na esquina. Também
não aparentava ter uma boa condição econômica. Ela estendeu a mão e o garoto
entregou a ela tudo o que havia conseguido. Deveria ser a mãe dele. Ela parou
para contar o dinheiro e depois voltou o olhar para Docinho. Um olhar de raiva. Na rua mesmo, a mulher começou a
espancar o garoto, dizendo que ele deveria ganhar mais dinheiro. Depois da
surra, a mulher saiu, deixando seu filho todo ensanguentado no chão. Tentei
ajudar, mas tudo aquilo tinha sido um choque tremendo. Foi quando entendi o
porquê dele ser chamado de Docinho.
Seu apelido era a única coisa em sua vida que não era amarga.
Chamei o garoto para tomar um café, mas
ele recusou. Fui para a padaria e pedi dois expressos, caso ele aparecesse. Não
apareceu.
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